Mobilizar e Contagiar as Pessoas - Marcelo Fradim
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Mobilizar e Contagiar as Pessoas

Diante da correria que este século XXI nos joga (ou talvez nos impõe), é importante refletirmos sobre a forma como mobilizamos ou influenciamos as pessoas, porque hoje não basta satisfazer, afinal o mundo te cobra que é necessário encantar. E neste entendimento de encantar, partimos do princípio que você tenha sintonia e prazer com a atividade que realiza, e busque abordagens interativas na relação com as pessoas. As palavras assim escritas até parecem utopia, coisa de poeta. Eu afirmo com toda tranquilidade que não é nem uma coisa nem outra.

Um exemplo simples é tentarmos compreender a nova abordagem das questões de interesse coletivo, através da formulação de mobilizações sociais que usam a Internet como principal meio de comunicação. Vimos a poucos dias no Brasil ações de mobilização social que conseguiram atingir o País de ponta a ponta.

E mobilizar parte do princípio da influência. Hoje influência é o centro de tudo!

Quando falamos de Brand(marcas)  a qualidade, o preço e a publicidade não explicam porque algo é compartilhado e divulgado quando a causadora disso é a influência social (ou o popular boca a boca): ela tem um enorme impacto sobre produtos, ideias e comportamentos que pegam. Ou seja, é preciso mobilizar e contagiar os públicos… e isso é sem dúvida o grande desafio dos novos tempos.

Empresas de comunicação, informação, imprensa e até o vendedor de pães na esquina buscam a fórmula para influenciar e contagiar as pessoas almejando alcançar o “Grande Prêmio”.

Para ajudar as marcas e publicitários nesse grande desafio, alguns tópicos são essenciais:

– a Moeda Social, que é quando as pessoas se sentem “por dentro”, participativas e com uma boa imagem do produto ou ideia.

– Gatilhos, que é o contexto, ou seja, em que momento as pessoas pensam no seu produto ou ideia.

– A Emoção, que o nome já diz tudo.

– O Público, que traz o desafio de tornar algo privado, público, criando um resíduo comportamental que sobreviva após o uso do produto ou ideia.

– O Valor Prático, ou seja, o nível de informações uteis que você oferece aos outros (e que esses vão querer compartilhar).

-As Histórias, que pode ser comparada ao Cavalo de Tróia… um produto ou ideia precisa estar embutido em uma narrativa mais ampla para que as pessoas optem por compartilhar.

Compreendendo estes mesmos exemplos, posso traçar linhas de raciocínio que ligam a teoria e a prática…assim, fica mais fácil refletirmos a razão das coisas e como podemos, enquanto seres humanos, interferir nas situações.

Primeiro as pessoas seguem outras pessoas/idéias quando tem a certeza de que não estão sendo manipuladas.  Segundo, as pessoas só seguem quem tem certeza do caminho e, principalmente, do lugar onde fica a linha da chegada. e por último mas não menos importante, a maneira como você se relaciona com as pessoas que estão ao seu redor pode ser decisiva para como elas irão reagir às suas ideias e irão retransmitir ou contagiar outras pessoas com suas intenções.

As empresas e as pessoas sempre erram quando acham que as suas ideias são a única verdade possível. É essencial ter em mente que, por mais apaixonante que as idéias sejam, a sua visão sobre o mundo não é uma verdade absoluta … muito menos a única maneira de ver as coisas. Por isso, é primordial estar aberto para ouvir outros pontos de vista. E principalmente aceitá-los.

Acredito que a persuasão, muitas vezes vista com maus olhos, deve servir para conectar pessoas e divulgar produtos e ideias a partir disso. Mas nada daquela Publicidade invasiva e hipodérmica (leia-se, alguém gritando o nome da loja na televisão ou, pior ainda, em um carro de som).

Não menos importante, quando pensamos em agir para mobilizar e influenciar pessoas é, na hora de mostrar suas ideias ou fazer uma campanha qualquer, o planejamento deve ser uma palavra de ordem.E isso demanda tempo e preparo.

 

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