Quando eu chegar no céu… - Marcelo Fradim
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Quando eu chegar no céu…

Quando escrevo, falo o que me toca o coração, o sentimento, o momento… Em 2014 assisti a partida de pessoas especiais na minha vida e, 2015 começou me mostrando que precisamos mesmo valorizar os momentos que passamos com nossos amigos.

Quando a gente perde alguém que ama, quando a gente termina uma história, quando a gente tem perdas na vida, é normal que a gente fique triste, perdido, sem rumo… e isto tem sido uma constante a medida que os anos passam.

É certo sim ficar triste, e é humano. O que não é certo, ao menos pra mim, é não respeitar a própria dor, a própria tristeza, o próprio luto… o meu luto é compartilhar o que sinto.

A dor de se perder um ente querido é singular. Toda pessoa tem o direito de chorar essa perda o quanto desejar, pois somente ela sabe a dor que passa em seu coração.

Contudo, o luto é um processo e precisa ser elaborado aos poucos. Sufocar a tristeza e as lágrimas pode ser prejudicial. Dê tempo ao luto, pois pode demorar semanas, meses, até mesmo anos. Durante esse tempo, é normal que você sinta raiva, chore, se revolte e até mesmo questione Deus. É preciso viver esse “outono” para que um novo tempo comece a surgir lentamente, anunciando novas esperanças.

Muitos querem ficar sozinhos, outros preferem partilhar sua dor com algumas pessoas. Tudo isso ajuda a elaborar o processo do luto na vida. Outros ainda buscarão forças na oração.

Não existe a possibilidade de seguir em frente, de virar a página,  sem “viver” o luto até a última gota. É preciso respeitar o seu luto, a sua dor, a sua tristeza e o seu tempo.

E vai doer mesmo, e muito. Vai dilacerar tudo por dentro, e em alguns momentos a dor é tão grande que falta o ar, mas se é o que você está sentindo, tem que sentir, porque não tem como ultrapassar qualquer coisa nessa vida se a gente não enfrenta essa coisa. É  impossível.

Nós somos pessoas, nós somos humanos, não somos máquinas. Nós sentimos mesmo, e se sentimos, temos que viver isso, oras!

Se a tristeza vier, deixe que ela venha, coloque ela pra fora, sinta toda a sua tristeza porque, existindo, ela tem que ser vivida, e somente quando vivida ela poderá ser superada.

Permita-se recomeçar. A saudade ficará, as lágrimas voltarão, mas o amor que você sente pela pessoa que se foi nunca se apagará. Este amor que você sente lhe dará forças para continuar sua vida e cuidar daqueles que também precisam do seu carinho, do seu abraço e da sua ternura.

Quando eu chegar no céu… tudo o que peço é que possa re-encontrar.

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