Somos náufragos mesmo navegando nesta grande rede… somos náufragos de casamentos perfeitos, de correrias sem pausas, de relacionamentos desfeitos, de tempestades de razão… Somos náufragos de lágrimas contidas, esperanças diluídas, de profissões toleradas, de correrias sem pausa, de desespero sem causa… náufragos de sí…
Vivemos a constante busca do que ainda virá… mas é a maré quem define… nunca sabemos o ela nos remete… somos náufragos de lágrimas incontidas, de paixões proibidas… do amanhã que não vem e de sorrisos de desdém… vivendo numa ilha de nós mesmos… isolados pela matéria e em muitas vezes do sentimento…
Muitos buscam por um porto seguro e em tempo descobrem que ele mora dentro do peito de cada um… O ser humano não é uma ilha. Mas por vezes vive ilhado.
A questão é que ainda somos extremamente voltados para nós mesmos e fechados para os outros. Vivemos cercados em uma ilha onde o oceano a nossa volta é nosso próprio egoísmo e nossa ignorância co-relação a própria vida… Somos náufragos em nós mesmos e apenas quando passarmos a enxergar os outros como nossos salva-vidas … ainda que em barcos distantes… é que poderemos nos sentir sobreviventes e sermos enfim resgatados.
Por isso peço ao papai do céu que ajude a enxergar uma luz no horizonte, sempre que me sentir ilhado… e que com isso possa interagir e me aproximar cada vez mais dos barcos que ao meu lado navegam.
Tenham uma semana de calmarias…e muita navegação.
Beijos para quem for de beijo, abraços pra quem for de abraços e beijos com abraços pra quem for dos dois.